Nutrição

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Sexualidade

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Exercício

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Relaxamento

Relaxamento

Benefícios dos alimentos para a diminuição dos efeitos do tratamento

Uma alimentação saudável é fulcral para que o crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo humano decorram de forma adequada. A mesma recomendação é dirigida aos sobreviventes de cancro.

A maioria dos especialistas concorda que uma alimentação que fornece todos os nutrientes necessários é fundamental para melhorar a qualidade de vida. Nessa perspetiva, há seis verbos a considerar especialmente:

  • TER uma alimentação completa, variada e equilibradaOs sobreviventes de cancro devem ingerir alimentos maioritariamente de origem vegetal, limitar o consumo de carne vermelha e procurar evitar carne processada. Esta alimentação deve ser baseada nos princípios da roda dos alimentos, com metade do prato preenchida por alimentos de origem vegetal (legumes/hortaliças, salada, leguminosas, grãos integrais ricos em amido e fruta). Já os alimentos de origem animal (frango, peixe, ovos ou carne vermelha magra) devem ocupar um terço, ou menos, do prato. A World Cancer Research Fund UK recomenda que não se ingira, por semana, mais de 500 g de carne vermelha cozinhada.
  • TOMAR sempre o pequeno-almoço
    Se for reforçado, tanto melhor, a carregar as energias logo ao início do dia, com um bom aporte de nutrientes essenciais para o organismo. Importante não esquecer o consumo de produtos lácteos, pão ou cereais e, ainda, fruta ou sumos de fruta.
  • FAZER cinco a seis refeições diárias
    Para não estar mais de 3h30m sem comer e, deste modo, conseguir controlar o apetite no decorrer do dia.
  • AUMENTAR o consumo de fruta e hortícolas
    No que diz respeito a este ponto, deve seguir-se a regra dos cinco ao dia. Este “lema” serve de lembrete para comer, todos os dias, cinco porções de fruta ou hortícolas. Existem provas científicas de que a fruta e os vegetais podem ter um efeito protetor contra alguns tipos de doença oncológica, especialmente as do trato digestivo, como os cancros da boca, faringe, laringe, esófago e estômago; alguns dados apontam, ainda, que a ingestão de fruta pode ajudar a proteger contra o cancro do pulmão.

    Devem, por isso, ser consumidas as frutas e os vegetais na sua versão “original” e não sob a forma de sumos ou suplementos nutricionais.

  • COMEÇAR as refeições principais com sopa
    Além de constituir uma mais-valia nutricional, a sopa ajuda a aumentar a saciedade, controla o apetite, os níveis de colesterol e glicemia sanguíneos e melhora o trânsito intestinal.
  • COMER calmamente e mastigar bem os alimentos
    Esta é uma boa maneira de controlar o apetite e a quantidade de alimentos que se consomem.

Ingerir os alimentos certos antes, durante e depois do tratamento pode ajudar a sentir-se bem e manter-se com mais força e energia. Existem muitas teorias contrárias sobre a relação da dieta e nutrição com o cancro de mama, o que pode gerar confusão. Se gostaria de procurar ajuda especializada, fale com o seu médico ou nutricionista.

Fontes:

https://www.cancro-online.pt/cancro/nutricao-estilodevida/come-bem/

https://www.apn.org.pt/documentos/ebooks/Ebook_Conselhos_Alimentares_Cancro_Mama.pdf

A perceção da sexualidade da mulher pode vir a ser alterada ao longo do seu percurso enquanto sobrevivente de cancro da mama. O impacto psicológico é desde logo sentido no diagnóstico da doença. No entanto, enquanto sobrevivente, é necessário encarar a vida já de outra perspetiva.

A sexualidade não se manifesta apenas através dos órgãos. A exteriorização da própria identidade, o desenvolvimento humano e a sua ligação e intimidade com o seu corpo são o primeiro passo para uma relação com o outro. A aceitação emocional e física é o primeiro passo para lidar com um novo “eu”.

 

Conhecer o novo “eu” antes de o dar a conhecer ao seu parceiro é fundamental. Olhe-se ao espelho e reconheça as diferenças em si sejam físicas ou psicológicas. Após esse reconhecimento, a pouco e pouco, é preciso aceitá-las.

 

O diálogo e a comunicação são também uma fonte de autodescoberta e de partilha com o seu parceiro. Pode ou não ter acompanhado o processo, no entanto, é importante que seja partilhado e que ele saiba o que está a sentir.

 

A par da sua imagem visual, o impacto da patologia ou dos próprios tratamentos poderão afetar o seu prazer sexual ou até mesmo a sua atividade. Algumas alterações físicas implicarão a perda de uma zona erógena da mulher, impactando negativamente a satisfação sexual bem como o desejo e a lubrificação.

 

No entanto, não deixe que estes fatores a afastem do seu parceiro. A intimidade sexual pode ser criada de diversas formas, consoante o melhor para cada casal. O importante é que haja um diálogo aberto e que explore quais as melhores ferramentas para manter viva a sua vida sexual.

 

Saiba ainda que não precisa de lidar com esta situação sozinha. Já existem equipas multidisciplinares capazes de realizar uma intervenção psicossexual individual ou até conjugal onde será reabilitada a sua função sexual, partilhando conhecimentos e saberes que poderão dinamizar e otimizar a sua atividade com o seu parceiro. A integração de práticas sexuais adaptativas e de estratégias de otimização são um ponto-chave nesta etapa.

 

Fontes:

https://www.oncomove.pt/

https://apamcm.org/

O exercício físico na recuperação de doentes com cancro da mama

A prática regular de exercício físico, além de fortalecer o sistema imunológico e prevenir variadas doenças, é ainda um ótimo aliado na promoção do bem-estar, diminuição do stresse e combate à ansiedade. No caso de os doentes oncológicos em recuperação, os benefícios podem ser ainda mais significativos e importantes.

Apesar de o tratamento do cancro da mama consistir em várias modalidades terapêuticas, estes processos podem provocar reações adversas com consequências físicas, emocionais e psicológicas. Assim sendo, existe uma forte evidência de que, após os tratamentos, a promoção da atividade física é fundamental para a reabilitação da doente. Aliás, estudos provam exatamente que o cancro da mama e do endométrio estão ligados à inatividade física.

Dados demonstram que as pessoas em fase de reabilitação de cancro da mama veem bastantes melhorias na sua vida devido à prática do exercício. O domínio da funcionalidade física, a aptidão cardiorrespiratória, a força muscular, a composição corporal, o bem-estar e os sintomas de fadiga, ansiedade e depressão são algumas das vantagens identificadas. Por esse motivo, é aconselhado que os sobreviventes de cancro sejam fisicamente ativos durante, no mínimo, 30 minutos por dia.

Recentemente, os investigadores têm-se debruçado acerca dos benefícios da prática de exercício físico antes dos tratamentos, estratégia conhecida como pré-habilitação. Este método consiste em um programa de exercício orientado para a otimização cardiorrespiratória, tendo como principal objetivo melhorar o estado funcional antes dos tratamentos, de forma a minimizar as complicações e acelerar a recuperação do doente.

Desta maneira, é possível concluir que a implementação do exercício físico, desde o diagnóstico de cancro da mama, e a sua continuidade durante e após os tratamentos, contribui positivamente para a melhoria do estado de saúde e qualidade de vida do doente.

 

Fontes:

https://www.oncomove.pt/noticias.html

https://www.cuf.pt/mais-saude/conselhos-praticos-para-os-sobreviventes-de-cancro

https://www.ubi.pt/Pagina/mama_move

https://lifestyle.sapo.pt/saude/fitness-e-bem-estar/artigos/exercicio-fisico-antes-durante-e-apos-o-tratamento-para-o-cancro-da-mama?fbclid=IwAR0xLMQE1vZz7386Gs5QMFH08Xw6VtWOcYJnNAOCD-Oa5vupIYwvcBiLTmc

O percurso entre o diagnóstico de cancro da mama até à conclusão do tratamento pode ser bastante stressante. A ansiedade, ou até mesmo a depressão, estará presente em muitos momentos desta etapa.

A perda de feminilidade, o medo de rejeição por parte do parceiro, o isolamento de relações sociais e conjugais pode levar a um aumento do desespero, devido a problemas de imagem e a baixa autoestima. No entanto, enquanto sobrevivente de cancro da mama, é um momento de adaptação e de aceitação.

Este é o momento de se encontrar. O mindfulness, a meditação ou o relaxamento são ótimas práticas de atividade que poderão reduzir os pensamentos negativos e constantes que não lhe saem da cabeça bem como os níveis de ansiedade, stress e depressão, permitir que viva o presente e aumentar a aceitação do seu percurso de vida. Esta prática permite ainda ter um efeito positivo para o humor e outras variáveis psicológicas importantes para o seu bem-estar.

O mindfulness pode ser feito individualmente num local que lhe traga paz, seja em casa, no jardim, na praia ou no campo. Respeite as suas vontades e encontre a sua voz presente. Contudo, pode também rodear-se de pessoas, quer sejam sobreviventes de cancro ou não, mas acima de tudo pessoas positivas e com uma boa energia.

A saúde mental não pode ser negligenciada. Se sentir que é necessário ser acompanhada pela área de psicologia, não coloque imposições. É o local ideal para conseguir aceitar e tornar claro para si esta nova etapa da sua vida.

Por fim, crie uma rotina para si mesma sempre com pensamentos positivos. Porque é uma sobrevivente de cancro da mama.

 

Consulte:

http://mindfulness.web.ua.pt/

https://www.instagram.com/selfcare.patricia/

https://www.instagram.com/cancro_e_inspiracao/

https://www.oncomove.pt/

https://www.youtube.com/channel/UC6stWAfp7GTUpKpaTVQN1fg

 

Bibliografia:

https://www.oncomove.pt/

https://apamcm.org/

https://www.instagram.com/apamcm/?hl=en

https://www.cuf.pt/mais-saude/conselhos-praticos-para-os-sobreviventes-de-cancro

https://www.cancro-online.pt/

http://www.aapc.pt/

https://vivamulherviva.org/

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/programas_prevencao/j81knp5d-inmama_final-manual.pdf

https://www.sns.gov.pt/noticias/2019/07/03/doenca-oncologica-e-o-exercicio-fisico/

Livro Psico-oncologia, de Emília Albuquerque e Ana Sofia Cabral